Pirenópolis, carinhosamente chamada de Piri, é uma cidade histórica que atrai turistas de todos os lugares do Brasil e, atualmente, entrou no roteiro turístico de visitantes estrangeiros também. É conhecida por suas ruelas de arquitetura colonial do século VXIII e pela vasta natureza do cerrado.

Sou suspeita para falar sobre Piri, pois frequento, pelo menos uma vez por ano, a cidade. Já tenho minhas manias e costumes do que gosto e do que não gosto de lá. Compartilho com você um roteiro bem bacana e que não deixa espaços vazios. Assim, você aproveitará ao máximo sua passagem por Pirenópolis.

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Roteiro Pirenópolis


Roteiro de 2 a 4 dias em Pirenópolis

Apesar de Piri ter uma grande quantidade de atrações, principalmente relacionada ao ecoturismo, o Centro Histórico da cidade pode ser explorado em apenas 1 dia.

Caso seu interesse em visitar a cidade seja aproveitar as belíssimas cachoeiras da região, fique pelo menos 2 dias na cidade. Vale lembrar que a maioria das cachoeiras fecham às 17h e que o check-in nos hotéis é feito às 12h.

Dia 1 – Centro Histórico

Chegando na cidade (veja as maneiras de chegar em Piri, clique aqui!) por volta do meio dia, você tem duas opções: conhecer o Centro Histórico despreocupado ou ir direto para uma cachoeira e aproveitar o período da tarde por lá. O melhor jeito de conhecer o Centro Histórico de Piri é a pé. Deixe o carro no hotel e passeie pela cidade.

Igreja Matriz e Igreja do Bonfim. | AzWanderlust

Primeira parte:

Comece o passeio na Rua Direita e termine na Igreja Nossa Senhora do Carmo.

  • Centro de Documentação e Memorial das Cavalhadas – conta a história das Cavalhadas. Nunca tive vontade de visitar o museu, pois já visitei à cidade várias vezes durante As Cavalhadas. Tem museu melhor que ver ao vivo as encenações? Mas caso você não consiga visitar a cidade na época da festança, vale a pena visitá-lo para entender e conhecer melhor essa linda festa folclórica.
  • Theatro Pirenópolis e Cine Pireneus – perto da Igreja Matriz, ficam o Teatro Pirenópolis e o Cine Pireneus. Nunca entrei em nenhum dos dois, mas sempre passo na frente para tirar aquela foto bacana. Confesso que dessa última vez fiquei com vontade, mas estava com as horas corridas. Quem sabe na próxima?
  • Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário – considerada o monumento mais antigo de Piri, foi construída entre 1728 e 1732. Pode visitar o interior. Horários: segunda, quinta, sexta, sábado e domingo das 7h às 17h. Preço: R$ 2 (Eu nunca paguei para entrar na igreja, mas li essa informação em um site sobre o turismo de Pirenópolis – aqui! Dessa última vez, visitei o interior pela porta lateral e também não paguei. Não pude tirar foto, pois o moço que estava lá disse que era proibido).
  • Rua do Bonfim – cheia de lojas de artesanato e locais para hospedagem.
  • Igreja Nosso Senhor do Bonfim – foi construída entre 1750 e 1754. O interior é uma gracinha e merece ser visitado. Horários: quarta à segunda das 12h às 18h. Preço: R$ 2 (também nunca paguei para entrar nela. Não entrei da última vez, então não sei se essa cobrança começou agora).
  • Rua Aurora – rua bem rica na arquitetura colonial, ideal para tirar fotos nas casinhas lindas! Há vários restaurantes e pousadas. É onde fica a Valenttine Gelateria Italiana, a sanduicheria Yellow Sub e a Pensão e restaurante Padre Rosa.
Segunda parte:
  • Praça do Coreto – toda cidade do interior tem que ter uma praça e um coreto. Piri tem a sua! Lá fica a feirinha de artesanato.
  • Rua do Beco (Rua Rui Barbosa) – rua cheia de lojas, bares e restaurantes.
  • Rua do Lazer (Rua do Rosário) – não passa carro! Tem restaurantes e bares de um lado e do outro e mesas espalhadas pela rua. À noite, volte para a Rua do Lazer para jantar e/ou tomar uma cervejinha.
  • Museu do Divino Espírito Santo – conta a história da Festa do Divino. Também nunca visitei, pois vi a festividade ao vivo. É a mesma coisa do Museu das Cavalhadas, se você não puder visitar a cidade durante as festas, entre no museu para conhecer melhor o folclore.
  • Ponte do Carmo – ponte sobre o rio das Almas.  Ela é do jeitinho que foi construída, passando um carro de cada vez.
  • Igreja Nossa Senhora do Carmo e Museu da Arte Sacra – foi construída em 1750 e hoje abriga um museu que conta a história das outras igrejas de Piri que foram extintas. Horários: quarta à domingo das 11h às 17h. Vale a pena!

Gasto por dia: somente com alimentação, bebidas e compras. Média de R$ 50. Caso queira entrar nas igrejas, acrescente mais R$ 4.

Acima: Rua do Lazer (esquerda) e Praça do Coreto (direita). Abaixo: Rua Aurora (esquerda) e Ponte do Carmo (direita). | AzWanderlust


Dia 2 – Cachoeiras da rodovia Estrada Parque dos Pireneus

No segundo dia, você pode escolher uma ou duas cachoeiras para visitar (uma pela manhã e outra à tarde). Ou pode escolher passar a manhã no Parque dos Pireneus e na volta parar em alguma cachoeira no meio do caminho. Se for de seu interesse, pare no Museu Rodas do Tempo (R$ 30), que fica no caminho. Leia um post sobre a Cachoeira do Abade aqui e sobre a Cachoeira Santa Maria e do Lázaro aqui!

Cachoeira do Abade

Cachoeira do Abade | AzWanderlust

  • Reserva do Abade (leia sobre ela aqui!)
  • Reserva Ecológica de Vargem Grande (leia sobre ela aqui!)
  • Cachoeira das Andorinhas
  • Cachoeira Usina Velha
  • Cachoeira Meia Lua

Gasto por dia: o valor médio das cachoeiras dessa região é R$ 30. Caso queira visitar duas, duplique o valor. Caso ainda queira passar no Museu Rodas do Tempo, acrescente mais R$ 30. Uma cachoeira + alimentação = R$ 60,00.


Dia 3 – Cachoeira do Rosário e Cachoeiras dos Dragões ou Santuário Vagafogo

No terceiro dia, deixe para explorar regiões mais afastadas. A Cachoeira do Rosário e do Dragão são excelentes pedidas, já que ficam no mesmo trajeto. Mas lembre-se que elas ficam a 40 km de Pirenópolis e a estrada de chão é bem ruizinha. Mas as placas de incentivo te ajudam a continuar: “o caminho para o paraíso é difícil”.

Fui nas duas cachoeiras há alguns anos atrás e confesso que quase desisti muitas vezes durante o percurso. A estrada era precária e parecia demorar uma eternidade. Mas quando cheguei no local, esqueci o perrengue e desfrutei das belezas naturais. É realmente um paraíso. Todavia, o caminho de volta trouxe-me a realidade. Recomendo pagar o valor com almoço em uma das duas.

Se seu espírito é aventureiro, mas nem tanto, deixe para aventurar-se no Santuário Vagafogo ou escolha uma cachoeira mais perto para visitar.

  • Cachoeira do Rosário – a 35 km de Piri.
  • Cachoeiras dos Dragões – a 40 km de Piri. Trilha de 4,5 km com 8 cachoeiras.
  • Santuário Vagafogo – arvorismo, tirolesa, pêndulo e rapel (preço por atração R$ 50, preço para os quatro R$ 140)

Gasto por dia: o valor para entrar na Cachoeira do Rosário é R$ 45 + R$ 45 com almoço. O valor da Cachoeira dos Dragões é R$ 40,00. Média diária: R$ 130.


Dia 4 – Cachoeiras Bonsucesso ou Cachoeira Meia Lua

São as duas cachoeiras que ficam pertinho do Centro Histórico. Escolha uma para passar a manhã, antes de almoçar e voltar para casa.

Cachoeiras Bonsucesso, Pirenópolis, Goiás, Fazenda Bonsucesso, Lagoa Azul

Cachoeira Bonsucesso | AzWanderlust

  • Cachoeira Bonsucesso
  • Cachoeira Meia Lua

Gastos por dia: valor das cachoeiras R$ 25 + almoço no Padre Rosa = R$ 75.


Vem pro cerrado, brasília, selo fundador, rbbv

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Roteiro Pirenópolis, centro histórico