Pirenópolis é uma cidade goiana, localizada a 150 km de Brasília e 130 km de Goiânia. É uma cidade riquíssima em história e cultura, cercada por morros e cachoeiras e foi tombada como Patrimônio Nacional pelo IPHAN. Saiba a história da cidade, quando ir, onde ficar, o que comer e o que fazer em Pirenópolis.

Piri, como carinhosamente é chamada, é cheia de lendas, histórias e causos. Conhecida internacionalmente por suas manifestações folclóricas como as Cavalhadas e a Festa do Divino (confira aqui!), atrai turistas de todos os lugares do mundo – isto também ocorre por estar 61 km de Abadiânia, sede da Casa de Dom Inácio de Loyola, o famoso João de Deus.

O povo pirenopolino mantém seus costumes e tradições e o artesanato é considerado o berço da cultura goiana.

Por ser bem pertinho de Brasília, sempre que posso visito Pirenópolis. A última vez que estive por lá foi no feriado de 7 de setembro deste ano (2017) e vou compartilhar as melhores dicas com você.

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O que fazer em Pirenópolis, Goiás

Igreja Matriz, Pirenópolis – GO | AzWanderlust


História de Pirenópolis

Pirenópolis foi fundada em 1727, pelos portugueses que foram atraídos pela garimpo do ouro. Chamada de Minas de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, cinco igrejas foram construídas, mas somente três delas permanecem de pé até hoje. São elas: a Igreja Matriz, a Igreja Nossa Senhora do Carmo e a Igreja Senhor do Bonfim.

O Ciclo de Ouro chegou ao fim com a decadência das minas de ouro e um novo ciclo começou na região: a agricultura e o comércio.

O que fazer em Pirenópolis

Acima: Rua do Lazer (esquerda) e Praça do Coreto (direita). Abaixo: Rua Aurora (esquerda) e Ponte do Carmo (direita). | AzWanderlust

Meia Ponte, como era chamada, só não foi às ruínas como outras cidades auríferas por causa da iniciativa e empreendedorismo do Comendador Joaquim Alves de Oliveira, que trouxe a agricultura e comércio para a região. Em 1832, o arraial foi elevado a Vila e, em 1853, elevado a Cidade de Meia Ponte. Mas o período de crescimento durou até a morte do Comendador.

Em 1890, Meia Ponte passa a ser chamada de Pirenópolis, a cidade dos Pireneus. Entre os anos de 1890 e 1930, Meia Ponte foi “esquecida” com a queda da agricultura e comércio e, gradativamente, as rotas comerciais foram transferidas para Santana das Antas, antiga Anápolis.

Com a construção de Goiânia (fundada em 1933), Meia Ponte voltou a ser vista por causa da exploração da pedra quartzito-micáceo (Pedra de Pirenópolis). Em 1960, Brasília foi fundada a exploração das pedras ficou mais intensa.

Com duas metrópoles a poucos quilômetros de Pirenópolis, região passou a ser vista também como a cidade goiana do século XVIII e Pirenópolis passou a ser rota turística de Goiás, atraindo milhares de visitantes por ano. Em 1989, foi tombada como conjunto arquitetônico, urbanístico, paisagístico e histórico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e o centro histórico foi restaurado.

Carinhosamente, é chamada de Piri.

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Como chegar em Pirenópolis

Pirenópolis fica a 160 km de Brasília, a 130 km de Goiânia e a 61 km de Abadiânia. Apesar de Piri ter um aeroporto, não há vôos comerciais para lá – apenas avião particular e helicóptero, sendo o transporte terrestre o melhor meio de chegar na cidade.

Roteiro Pirenópolis, centro histórico

Entrada de Pirenópolis. | AzWanderlust

Partindo de Brasília

Ônibus – o trajeto é feito pela Viação Goianésia, partindo da rodoviária de Brasília (clique aqui para saber como ir do aeroporto de Brasília para a rodoviária). Duração: 3h. Horários: 7h30, 9h30, 13h30 e 17h30. Preço: R$ 26,74 (confirme aqui!).

Carro – há duas maneiras de chegar em Piri de carro partindo de Brasília. Uma pela BR 070 e BR 414 em direção a Corumbá de Goiás (cerca de 150 km). A outra maneira é pela BR 060, sentido Goiânia, entrando em Abadiânia (cerca de 173 km). Apesar da segunda opção ser um pouco mais longe, a estrada é de mão dupla a maior parte do percurso, sendo mais segura e, às vezes, mais rápida.

Partindo de Goiânia

Ônibus – o trajeto é feito pela Viação Goianésia, partindo da rodoviária de Goiânia. Duração: 2h. Horários: 17h. Preço: R$ 30,27 (confirme aqui!). Outra opção é ir de Goiânia para Anápolis e de lá para Piri, trajeto feito pela Expresso São José do Tocantins (ônibus semi-circular urbano via Planalmira) Duração: 1h. Horários: 8h00, 11h00, 14h00, 15h30 e 18h15.

Carro – há duas maneiras de chegar em Piri de carro partindo de Goiânia. Uma pela BR 060, entrando em Anápolis (cerca de 130 km). A outra maneira é pela BR 414, sentido Corumbá de Goiás (cerca de 130 km).


Quando ir à Pirenópolis

Piri, por ficar no planalto do cerrado brasileiro, tem duas estações bem definidas: a chuva e a seca.

A época da chuva vai de outubro a março. E chove mesmo! Não é recomendado ir às cachoeiras por causa das trombas d’água e, como se faz tudo a pé no centro histórico, provavelmente você precisará de um guarda-chuva.

A época da seca vai de abril a setembro. E é seco mesmo! A umidade do ar baixa e o clima é propício às queimadas. Mas é a época ideal para visitar as cachoeiras.

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Os períodos mais críticos são: setembro e outubro, quando a seca é forte e o sol começa a esquentar; e fevereiro e março, quando a umidade está muito alta e começa a esfriar.

No inverno, as temperaturas são quentes de dia e a temperatura baixa à noite. Leve na mala roupas de calor e roupas de frio (casaco quente!). No verão, como chove, as temperaturas costumam ser mais amenas. A dica é levar um casaquinho.

As festas folclóricas são As Cavalhadas e a Festa do Divino. Também é uma excelente oportunidade para visitar a cidade. Leia um post completo sobre elas, clique aqui!


Onde ficar em Pirenópolis

Pirenópolis conta com centenas de: resorts, hotéis, pousadas, camping e casas e chácaras para alugar. Os preços variam muito, indo de R$ 30 (camping) a R$ 500,00 (casas) o valor da diária.

Com essa variedade de hospedagem, você pode escolher o que cabe no seu orçamento. Para ajudar na escolha, indico as seguintes ruas para se hospedar e poder fazer tudo a pé pelo centro histórico: Rua Direita, Rua do Bonfim, Rua Aurora ou as pousadas do Bairro do Carmo próximas à Ponte do Carmo.

Dica: reserve sua hospedagem com antecedência, pois nos feriados e finais de semana a cidade costuma ficar cheia e quase não tem hospedagem disponível.

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O que comer em Pirenópolis

Piri é um dos principais polos gastronômicos de Goiás, tendo restaurantes de culinária local, regional e internacional. Recebe todos os anos o Festival Gastronômico e Cultural, entrando de vez no turismo gastronômico do Brasil.

A culinária goiana tem origem indígena com traços mineiros e paulistas, mas com o toque dos produtos do cerrado. A couve é substituída pela taioba e o palmito pela guariroba, por exemplo. É bem caseira e cheia de sabor (com muita pimenta!). Geralmente é feita no fogão a lenha, preparada pela “vó”.

Comida goiana
  1. Arroz com pequi – prato típico do Goiás. O pequi é um fruto do cerrado bem peculiar. De cor amarela, sabor adocicado e cheiro forte, não deve ser cortado ou mordido, pois possui grande quantidades de espinhos. O melhor jeito de comê-lo é roendo o fruto.
  2. Galinhada – arroz bem temperado com galinha. Geralmente com: pequi, milho, açafrão, pimenta e cebolinha.
  3. Empadão goiano – torta salgada recheada com frango. Há variações com recheio de carne de porco. A torta é bem suculenta e temperada.
  4. Peixe na telha – ensopado de peixe de água doce servido na telha (cerâmica).
  5. Pamonha – massa de milho cremosa envolta na própria palha e cozida. Pode ser doce ou salgada.
  6. Angú de milho verde – creme de milho verde, geralmente com pedaços de frango.
  7. Matula – tutu de feijão branco ou mulatinho.
  8. Biscoito de queijo – massa crocante feito com queijo caipira.
  9. Pão de queijo – muito parecido com o pão de queijo mineiro. Geralmente feito com queijo caipira.
Doces goianos
  1. Pamonha doce – massa de milho cremosa envolta na própria palha e cozida.
  2. Doce em conserva – doces em calda (figo, mamão, pêssego, pequi e outros).
  3. Frutas cristalizadas – frutas secas polvilhadas com açúcar.
  4. Quitanda – biscoitos caseiros (marmelada, doce-de-leite, ambrosia e outros).
Restaurantes em Pirenópolis

Sempre que vou à Piri vou aos seguintes restaurantes:

  • Pizzas Trotamundus – pizza quadrada, típica de Pirenópolis. É bem leve e o preço é justo.
  • Crepiri – crepes deliciosos! A tradição de comer lá começou quando tive um namorado que adorava comer o crepe. Tomei gosto e também adoro. O preço é mais caro que em outros lugares, mas vale a pena!
  • Pensão Padre Rosa – típico em comida goiana. O legal é que você paga apenas um preço e pode comer a vontade, até as sobremesas. Pode também almoçar às 12h e voltar às 16h sem pagar nada a mais por isso. O preço é salgado, mas compensa. Paguei R$ 40,00 da última vez que fui.
  • Restaurante Pedreiras – comidas típicas e culinária exótica.
  • Dora Doces – doces típicos goianos. Sempre passo lá para levar quitutes para casa.
  • Yellow Sub – conheci essa sanduicheria na última vez que fui à Piri. O sanduíche é típico da Califórnia, Estados Unidos, bem servido e por um preço super em conta.
  • Valenttine Gelateria Italiana – também conheci essa sorveteria da última vez que fui. Sorvete delicioso e por um ótimo preço.
O que fazer em Pirenópolis, Goiás

Rua do Lazer. | AzWanderlust


Como se locomover em Pirenópolis

Pirenópolis é uma cidade pequena, com pouco mais de 25 mil habitantes. O centro histórico pode ser conhecido todo a pé. No entanto, para ir às cachoeiras, somente de carro ou com agências de turismo.

Há quem vá para as cachus de bicicleta ou mesmo a pé, mas fica um pouco longe. Eu não arriscaria.


O que fazer em Pirenópolis

As principais atrações de Pirenópolis concentram-se no centro histórico e nas cachoeiras. Em um dia, é possível conhecer tudo na cidade. No entanto, se você gosta de ecoturismo, aconselho a ficar mais de um dia por lá e aproveitar para conhecer algumas cachoeiras.

Centro Histórico

  • Igrejas: Igreja Matriz, Igreja do Bonfim e Igreja Nossa Senhora do Carmo.
  • Museus: Museu da Arte Sacra, Museu do Divino Espírito Santo, Museu das Cavalhadas, Museu Rodas do Tempo e Museu da Família Pompeu.
  • Ruas e praças: Rua do Lazer (rua do Rosário), Rua Aurora, Praça do Coreto e Ponte do Carmo.

Cachoeiras mais próximas do Centro Histórico

  • Parque Estadual dos Pireneus: oferece trilhas, cachoeiras e o mirantes.
  • Santuário Vagafogo: reserva particular com ecoturismo (arvorismo, rapel, trilhas, tirolesas e educação em turismo ambiental).
  • Reserva do Abade: duas trilhas que levam a Cachoeira do Abade.
  • Reserva Ecológica de Vargem Grande: onde ficam as Cachoeiras Santa Maria e do Lázaro.
  • Cachoeiras Bonsucesso: trilha com seis cachoeiras.
  • Cachoeira das Andorinhas
  • Cachoeira Usina Velha
  • Cachoeira Meia Lua

Cachoeiras mais afastadas do Centro Histórico

  • Cachoeira das Araras
  • Cachoeira do Rosário
  • Cachoeira do Lobo
  • Cachoeira Encantada
  • Cachoeira Paraíso
  • Cachoeira do Dragão

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Compras e vida noturna em Pirenópolis

O burburinho acontece o dia inteiro na Rua do Lazer, Rua Aurora e Rua Rui Barbosa (Ou rua do Beco). As três ruas terminam na praça do Coreto. Outra opção é a Rua do Bonfim.

Todas elas concentram restaurantes, bares e lojinhas de artesanato. Ideal para almoçar, jantar, para o happy hour ou para as comprinhas.


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