O folclore e as festas populares fazem parte da história e cultura de Pirenópolis. O povo pirenopolino mantém os costumes e as tradições ao longo dos séculos e duas festas populares são bem famosas por lá: As Cavalhadas e a Festa do Divino.

Os preparativos para As Cavalhadas começam 15 dias antes da Festa do Divino, onde as festas folclóricas se juntam para o primeiro dia das Cavalhadas, sendo realizado no Domingo do Divino (Pentecostes – 50 dias da Páscoa). Tem duração aproximada de 23 dias.

Neste período, a cidade fica lotada, sendo necessário reservas com bastante antecedência nos hotéis e pousadas. Se você tiver oportunidade de visitar Piri nessa época, vá! Você presenciará um espetáculo cultural surpreendente!

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Cavalhadas e Festa do Divino Pirenópolis, Goiás


As Cavalhadas

As Cavalhadas é uma festa folclórica portuguesa instituída em Portugal no século XIII. É uma encenação das Cruzadas, batalha entre mouros e cristãos, que ocorreu durante o Império do Rei Carlos Magno na Península Ibérica. Por Pirenópolis ter sido colonizada por portugueses no século XVIII, em 1826, as Cavalhadas foram encenadas pela primeira vez na cidade a pedido do padre Manoel Amâncio da Luz, o Festeiro.

O ritual dura três dias, mas os ensaios começam quinze dias antes da Festa do Divino. Durante os ensaios, às 4h da manhã a Banda de Couros toca músicas folclóricas e percorre a pé a cidade avisando a população e os cavaleiros, que é chegada a hora de se levantar e dirigir-se aos ensaios.

A cortejo começa na residência do último cavaleiro de cada exército (vermelho dos mouros e azul dos cristãos) e segue uma hierarquia, indo de casa em casa, até o Rei unir-se à tropa. Ao todo, são 12 cavaleiros em cada exército e eles não podem se encontrar pelas ruas, apenas na “Farofa” (o desjejum) e no campo dos ensaios, que não é o oficial.

Depois de reunidos, a tropa segue – em fila hierárquica (do rei ao último cavaleiro) – à casa do cidadão que se prontificou a lhes fornecer a Farofa. Durante o desjejum, os 24 cavaleiros rezam em grupo e dançam a Catira (dança folclórica embalada por violas, pandeiros e canções). Em seguida, cada exército parte para o campo de ensaio.

As batalhas

No Domingo do Divino, acontece o 1º dia de batalhas. O ritual de cortejo das tropas acontece às 12h, sem a Banda de Couros e sem a Farofa. Os cavaleiros apresentam-se no Campo das Cavalhadas devidamente paramentados. Suas vestimentas são ricamente ornamentadas com metais, pedras, plumas, veludos e fitas. Todos os cavaleiros usam longos mantos bordados e cravejados de lantejoulas multicores formando desenhos simbólicos das duas crenças, sendo o peixe ou a pomba branca para os cristãos e o dragão ou a lua e estrela para os mouros. Para o combate, utilizam uma lança com fitas na ponta, uma espada e uma pistola com tiros de festim. Os cavalos também são amplamente ornamentados com as patas pintadas, protegidos na fronte com metais polidos e plumas na cabeça.

Outros protagonistas das Cavalhadas são os Mascarados ícones de alegria, algazarra, folclore e de liberdade artística. Percorrem ruas e campos a pé ou a cavalo, exibindo suas tradições com roupas coloridas, extravagantes e máscaras com caras de animais. Eles são convidados para entrarem no campo e cantar o Hino do Divino Espírito Santo antes da encenação das Cavalhadas.

Às 13h, os mouros entram no campo pelo lado nascente e os cristãos pelo lado poente para inicio da encenação que ocorre em três dias e é composta por músicas específicas, carreiras equestres coreografadas, diálogos, exercícios e torneios à moda medieval.


Festa do Divino

A Festa do Divino tem como significado receber o Divino Espírito Santo e suas bênçãos. É a maior manifestação popular de Pirenópolis e mescla manifestações religiosas e profanas de diversas origens e significados.

Também começou na cidade em 1826, quando o Padre Manuel Amâncio da Luz introduziu as Cavalhadas e mandou confeccionar a Coroa do Divino (de prata). Chamado de Imperador, naquele ano o padre distribuiu, de casa em casa, pãezinhos e docinhos feitos de açúcar, chamados de Verônicas. Tradição que se mantém até hoje.

Todo ano, um novo Imperador é eleito por meio de sorteio. Somente os irmãos da Irmandade do Santíssimo Sacramento podem se candidatar. Ele retrata, com toda sua simbologia, o Rei, a Rainha e a Côrte portuguesa. A encenação é representada pela coroa e pelas virgens vestidas de branco, que percorrem a cidade na Procissão do Divino.


Calendário das Festas

  • 15 dias antes – início dos ensaios das Cavalhadas.
  • Sexta-feira da semana anterior ao domingo do Divino – início das Novenas do Divino Espírito Santo.
  • Quinta-feira antes do domingo do Divino – alvorada às 4h e às 5h da manhã com músicas e 7º dia da Novena do Divino.
  • Sexta-feira antes do domingo do Divino – 8º dia da Novena do Divino e As Pastorinhas.
  • Sábado antes do domingo do Divino – Procissão da Bandeira, último dia de novena, O Grande Queima e As Pastorinhas.
  • Domingo do Divino – Cortejo Imperial, Missa Solene e 1º dia das Cavalhadas.
  • Segunda-feira depois do Domingo do Divino – Reinado de Nossa Senhora do Rosário e 2º dia das Cavalhadas.
  • Terça-feira depois do Domingo do Divino – Juizado de São Benedito e 3º dia das Cavalhadas.
  • Corpus Christi – Entrega da Coroa e posse do Novo Imperador na Igreja Matriz.

Fonte: Agita PirenópolisPirenopolis.tur.br


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Cavalhadas Pirenópolis, Goiás