A Pedra Chapéu do Sol é uma das sete maravilhas de Goiás. Se você acha que já viu de tudo e que nada mais te surpreende, lamento informar, mas essa obra da natureza vai te deixar de queixo caído. Pelo menos foi assim que me senti quando visitei o local.

O enorme bloco de quartzito de 1,2 bilhões de anos, pesa 347 toneladas e apoia-se em um único ponto de apoio. Tornando, assim, o maior exemplar na terra. Para os místicos, tal fato torna a Pedra Chapéu do Sol a responsável por manter o equilíbrio do mundo.

Verdade ou não, é certo que esse monumento representa algo extraordinário. Algo que me fez refletir no tanto que ainda preciso ver deste mundão. Sinto-me agradecida por poder visitar esta obra da natureza. Infelizmente, o homem – com sua sagacidade em destruir as coisas – tentou depredar e acabar com tamanha perfeição.

Devaneios à parte, é hora de saber como essa rocha chegou em Cristalina e como ela permanece na mesma posição há milhares de anos.

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Pedra Chapéu do Sol Cristalina


A Pedra Chapéu do Sol

O nome Chapéu do Sol, se dá por conta do formato da pedra, que parece um chapéu. Sob a enorme pedra, uma deliciosa sombra nos aguarda para fugirmos do escaldante sol de Cristalina.

A Pedra Chapéu do Sol é um quartzito de 13,7 metros de comprimento e larguras de 6 a 7,3 metros, que pesa 347 toneladas e apoia-se unicamente em uma base com 1 metro de diâmetro (fonte: O portal do geólogo).

Localizada na Reserva Ecológica Parque das Pedras da Fazenda Sucupira, é cercada por grandes rochas que formam galerias, onde nascem sobre as rochas plantas típicas do Cerrado. Tanto na Pedra Chapéu do Sol, como nos arredores, é possível encontrar pinturas rupestres que datam mais de 12 mil anos.

Teorias e mitos

Uma das teorias é que a Pedra Chapéu do Sol chegou na região por causa da Grande Explosão (Big Bang, em inglês). Por cair na maior reserva de cristal do planeta, a energia dos cristais fez com que a pedra permanecesse equilibrada em uma única base, dando origem ao equilíbrio do mundo.

Outra teoria – não tão mística quanto a anterior – diz que há milhares de anos a região de Cristalina era banhada pelo oceano. Quando tudo virou terra, a rocha já apareceu equilibrada sobre a outra.

Pedra Chapéu do Sol Cristalina

Pedra Chapéu do Sol, Cristalina – Goiás (À esquerda: vista da largura. À direita: vista do comprimento.) | AzWanderlust

A verdade é que não se sabe ao certo como a pedra foi parar lá e como ela permanece na mesma posição há mais de 1, 2 bilhões de anos.

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Para mim, esse suspense e mitos que giram em torno dela a tornam ainda mais especial. Como pode, 347 toneladas se equilibrarem em um único ponto de apoio? Ok, ok! Lembro-me das aulas de física, quando equilibramos o garfo no palito. Tudo tem a ver com centro de massa e tal.

Só que, quando tocamos na extremidade do garfo, ele saía do seu centro de equilíbrio e caía. Com a Pedra do Sol é diferente. Vândalos – desculpe-me, não achei outro termo – já tentaram mover a pedra com dinamite! Ela, poderosa que só, não moveu nem um grau.

E aí, qual “cola” foi usada pela natureza? Essa resposta eu não tenho! Você consegue explicar?

Vandalismo

Por muitos anos a Pedra Chapéu do Sol foi vítima de vandalismo de todos os tipos, como citei o lance da dinamite acima. Outro ato bastante comum, foram as escaladas que perduraram por anos. Tal fato também ajudou a pulverizar as rochas no ponto de apoio. Esses atos podem influenciar no desequilíbrio e até queda da pedra.

Pedra Chapéu do Sol Cristalina

Repare que o ponto de apoio está se degradando… triste demais! | AzWanderlust

As pichações constantes também contribuíram para a depredação do monumento natural. O proprietário da fazenda Eduardo Fernandes – o Duda – conta que em 2015 a população se uniu com ele e realizou a limpeza do Sítio Arqueológico Chapéu do Sol.

Para evitar que o vandalismo se repita e a pedra permaneça por mais milhões de anos equilibrada, medidas foram tomadas. A visitação passou a ser guiada e monitorada pelos Guardiões da Pedra Chapéu do Sol. Além da explicação sobre a pedra, o tour conta com uma pequena trilha que leva à encantadora vegetação do cerrado.

Serviço

  • Onde fica: na Fazenda Sucupira (ou Chapéu do Sol), a 7 km do centro de Cristalina. Acesso pela BR 040 – GO 309. Entrada pela estrada de chão ao lado do Posto JK.
  • Como ir: você pode pegar informações no Mercado do Cristal, ir de carro, a pé ou de bike (lembre-se que agora a visitação é guiada!).
  • Horário de funcionamento: das 8h às 17h. Para agendar sua visita, ligue: (61) 3612-7658
  • Valor: a entrada é gratuita.

Como é a visita à Pedra Chapéu do Sol

Apesar da região ter outras belas atrações (confira aqui, aqui e aqui!), ir à Cristalina e não dar um pulinho na Pedra Chapéu do Sol é o mesmo que não ir em Cristalina. Obviamente ela estava no itinerário do 1º Encontro do Vem Pro Cerrado.

A van parou exatamente ao lado Pedra Chapéu do Sol e só precisei dar alguns passos para chegar nela. Antes da sessão de fotos, o Guardião explicou as teorias e mitos que escrevi acima. Depois, nos levou aos melhores pontos para bater a tão sonhada foto.

Pedra Chapéu do Sol Cristalina

Galera do Vem Pro Cerrado (e o dog da reserva) na Pedra Chapéu do Sol | AzWanderlust

Confesso que fiquei receosa de me aproximar da pedra e ela cair. Mas depois o medinho passou e aproveitei bastante os minutos de sombra. É inacreditável como aquela pedra toda consegue se equilibrar no 1 metro de contato (ao vivo, parece bem menor).

Infelizmente, uma parte desse ponto de apoio está se degradando, devido aos atos de vandalismo. Deu para ver que a rocha está se despedaçando e isso foi muito triste. Espero que os próximos visitantes sejam mais conscientes e preservem essa preciosidade natural por mais um monte de milhões de anos.

Um parênteses: confesso que me arrepiei ao ver as pinturas rupestres e pensei:

— É muito complicado enaltecer as pinturas rupestres e abominar as “pinturas atuais”. Daqui a 12 milhões de anos, as pichações feitas hoje serão vistas como relíquias.

Pedra Chapéu do Sol Cristalina

As pinturas rupestres estão em laranja, consegue ver? | AzWanderlust

Por mim, ninguém deveria escrever em algo que a natureza criou. No entanto, se há 12 milhões de anos não tinha papel e caneta, como aquele povo deixaria sua marca no mundo? Enfim, esse assunto é complicado e dá muito o que pensar.

A trilha pela reserva

Depois de muitas fotos batidas, especulações sobre como a pedra foi parar lá e indagações sobre a vida, segui o Guardião pela trilha.

Pedra Chapéu do Sol Cristalina

A trilha é pequena, contudo, mais uma vez me fez pensar em como a natureza é sábia. Como pode, uma planta nascer sobre a rocha em uma região que permanece mais tempo na seca que na chuva? Surpreendente!

Pedra Chapéu do Sol Cristalina

Olha como o Cerrado é lindo! E esse céu perfeito? | AzWanderlust

Dica importantíssima!

Leve bastante água, chapéu / boné, vá com roupas confortáveis e óculos escuros e passe protetor solar.

Sou acostumada com a época da seca de Brasília, mas parece que sobre Cristalina o buraco da camada de ozônio tem o tamanho da cidade. Os raios solares nos tocam como fogo. Sério, parece que lá não chove desde que a Pedra Chapéu do Sol existe. Minha pele trincou como nunca havia trincado. Seco demais!


1º Encontro do Vem Pro Cerrado

1º Encontro do Vem Pro Cerrado – Cristalina, Goiás

Agradecimentos

Agradecimento especial ao Guardião que foi nosso guia e ao Senhor Eduardo Fernandes, proprietário da Fazenda Sucupira (Chapéu do Sol) por nos mostrar pessoalmente as belezas da reserva.

À Prefeitura de Cristalina, à Câmara Municipal de Cristalina e à Secretaria de Turismo de Cristalina, por viabilizarem o 1º Encontro do Vem Pro Cerrado.

À Sara Biacchi, Secretária de Turismo de Cristalina, por nos acompanhar nessa aventura.

Aos hotéis Ity Hotel e Cristal Park Hotel por nos hospedarem.

Ao Balneário das Lajes pela oportunidade de passarmos o dia por lá.

Ao Jeep Club Cristalina pelo passeio de jeep emocionante.

Ao casal MarinêsLuciano (blog Viagem sem Frescura), por organizarem o 1º Encontro do Vem Pro Cerrado com o maior carinho.


Vem pro cerrado, brasília, selo fundador, rbbv

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