Madrid é uma cidade que tem muita cultura e história espalhadas pelas ruas – como a maioria das cidades europeias, mas ela é especial para mim.

Tenho a sorte de ter família morando lá – o que me deixou bem relaxada quanto ao roteiro. Meu tio espanhol fez um roteiro bem completo pra mim, com as atrações mais importantes e com as informações sobre cada uma delas (um amor, né?  🙂 ). Vou compartilhar com vocês esse roteiro e mostrar como conhecer Madrid a pé e se encantar com essa cidade, assim como me encantei.

Se você não quiser visitar o interior de nenhum deles, dá para fazer o roteiro em um 1 dia. Mas caso queira visitar alguns, aconselho a deixar pelo menos 2 dias para a cidade.


1. Plaza de España

Comecei minha caminhada pela Plaza de España. É uma praça enorme, que fica no centro de Madrid, logo onde termina a Gran Vía (a rua mais movimentada da cidade). No meio da praça tem um monumento de Miguel de Cervantes Savedra – construída entre 1925 e 1930 – que é uma escultura em homenagem à Dom Quixote e Sancho Panza.

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Plaza de España: fonte e ao fundo o monumento em homenagem à Dom Quixote e Sancho Panza. | Az.Wanderlust

Ao redor, dois prédios super importantes: Torre de Madrid (construído em 1957, com escritórios e apartamentos) e Edificio España.

A praça fica a poucos minutos a pé do Palacio Real e as linhas de metrô são a 3 e a 10, estación Plaza de España.


2. Plaza de Oriente

Depois de caminhar alguns minutos e passar pelos Jardines de Sabatini, cheguei na Plaza de Oriente. A praça abriga três monumentos importantes da cidade: o Palacio Real, o Teatro Real e o Real Monastério de la Encarnación. A praça possui jardins históricos e esculturas, a qual se destaca a de Felipe IV.


3. Palacio Real

O Palacio Real fica em frente à Plaza de Oriente, mas não se engane: sua lateral que fica virada para a praça. Se caminhar mais um pouco, chega-se à entrada o palácio que fica em frente à Catedral de Santa María la Real de la Almudena.

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Lateral do Palacio Real, vista da Plaza de Oriente. | Az.Wanderlust

O Palacio Real não é a residência oficial do Rei da Espanha (ele mora no Palacio Zarzuela, que fica fora do centro de Madrid), mas é o local de cerimônias e banquetes oficiais e de funções administrativas. É um dos monumentos mais visitados da capital, visto tanto do lado de fora quando se passeia pela Plaza de Oriente, quanto por dentro ao visitar os salões oficiais. Minha ideia era passear por Madrid, certo? Então deixei para visitar o palácio outro dia.

Se tiver tempo, recomendo visitar o interior, principalmente a Real Armería, que é onde ficam as armaduras medievais mais importantes do mundo. A visita é gratuita de segunda à quinta, das 16h às 18h de outubro a março e das 18h às 20h de abril a setembro.

Para visitar os Jardines del Campo del Moro, a visita é gratuita qualquer horário dia da semana.

  • Endereço: Plaza de Oriente. Madrid | patrimonionacional.es
  • Preços: 11€ (guia 4€ e áudio-guia 3€) – confirme aqui!

4. Puerta del Sol

Depois de apreciar a Plaza de Oriente, segui pela calle del Arenal até a Puerta del Sol. Outra praça famosa de Madrid. Lá é onde fica o marco zero da cidade. Sua construção começou no século XVIII com a Casa de Correos e no século XX acrescentaram os jardins e a fonte.

A praça é um pouco confusa, pois tem muita informação. Tem hotel, tem restaurante, lanchonete, ambulantes e um monte de gente passando para lá e para cá. Uma típica praça espanhola, daquele jeitinho que a gente vê nos filmes. E três locais precisam ser apreciados:

O primeiro é a Casa de Correos que é, sem dúvidas, o edifício que mais chama atenção. No topo da torre tem um sino que é bastante conhecido pelos madrileños (e turistas) que passam a virada do ano na praça para comer uva e celebrar o ano novo ao som das badaladas. Ao entrar na praça, é o prédio de tijolos vermelhos.

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Casa de Correos. | Az.Wanderlust

Em frente aos correios, no chão, tem o Kilómetro Cero (quilômetro zero) que é o ponto zero de Madrid, onde a cidade realmente começou. Não esqueça de tirar uma foto sobre ele!

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Kilómetro Cero, marco inicial da cidade. | Az.Wanderlust

E o último é a estátua El Oso y el Madroño (O urso e o madroño) que foi construída em 1967, pelo escultor António Navarro Santafé. É um dos pontos de encontro mais populares e é um dos símbolos de Madrid, fazendo parte do escudo de armas oficial. A origem do símbolo é um pouco confusa, mas os historiadores dizem que ele apareceu no século XIII.

Símbolo da cidade: El Oso y el Madroño. | Az.Wanderlust

Com o calor que fazia naquele dia (41º), me refresquei tomando um sorvete enquanto observava o vai e vem das pessoas.


5. Plaza Mayor

Refrescada e descansada, continuei minha caminhada. Segui pela calle Mayor e alguns minutos cheguei na Plaza Mayor.

A origem da Plaza Mayor data o século XV, no lugar que é a junção de duas ruas importantes na época. A calle de Toleto e a calle de Atocha, que ficavam fora da vila medieval. A praça é o ponto onde as ruas de encontravam e onde ficava o mercado principal da vila e onde foi construída uma casa para fiscalizar o comércio da praça.

Plaza Mayor

Plaza Mayor | foto: wikipedia

A praça sofreu 3 incêndios e mudou suas estrutura cada vez. No último, em 1790, a praça adquiriu a arquitetura quem tem hoje: prédios de três andares que cercam a praça, com o acesso à ela sendo feito através dos grandes arcos que ficam no térreo.

Atualmente, a Plaza Mayor é um importante ponto turístico, cheia de comércio e restaurantes. Em dezembro, a praça recebe o mercado navideño, costume desde 1860.


6. Gran Vía

Voltei para a Puerta del Sol e peguei a calle Preciados até a calle Gran Vía.

A Gran Vía é uma das principais ruas da cidade. Começa na calle de Alcalá e termina na Plaza de España, sendo uma importante área comercial, turística e de lazer, com os famosos cinemas. Hoje, muitos cinemas foram fechados dando lugar aos teatros musicais, fazendo com que a Gran Vía seja a Broadway madrilenha.

Vale a pena passear pela avenida atento à tudo. É uma mistura surpreendente de passado e presente. Fiquei tão entretida, que nem me lembrei de tirar fotos.


7. Palacio de Cibeles

No final da Gran Vía, virando à esquerda na calle de Alcalá (não esqueça de ver o Instituto Cervantes, que fica à esquerda na calle de Alcalá) cheguei no Palacio Cibeles.

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Palacio de Cibeles | Az.Wanderlust

O imponente antigo Palacio de Telecomunicaciones chama atenção do outro lado da rua. Foi construído no século XX, para ser o local dos correios e telégrafos. Mas como a demanda caiu com a tecnologia, em 2003 ele virou o Palacio de Cibeles. Na frente, a deusa Cibeles é carregada por leões.

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Poderosa Deusa Cibeles e seus leões. | Az.Wanderlust

Hoje abriga o CentroCentro, um centro cultural gratuito, que vale a visita. Mas… como eu queria andar a pé pela cidade, anotei no caderninho para visitar no dia seguinte.


8. Puerta de Alcalá

Me atrapalhei para atravesar a avenida e seguir rumo à Puerta de Alcatá e acabei parando na Paseo de Recoletos. Um erro que foi uma grande surpresa! Estava tendo uma feirinha com artesanato madrilenho e foi uma graça passear por lá. Voltei para a Fuente de Cibeles e continuei pela calle de Alcalá até a Puerta de Alcalá.

A Puerta de Alcalá é um dos cinco portões que restaram da Madrid medieval. A porta dava acesso aos viajantes que chegavam da França, Aragón ou Catalunha.

Madrid, madri, espanha, o que fazer, roteiro

Puerta de Alcalá | Az.Wanderlust

A construção da Puerta de Alcalá aconteceu no século XVIII a mando de Carlos III, que não gostava da entrada antiga. Passou a ser a entrada principal da vila e um dos monumentos mais representativos de seu reinado.

Meu coração bateu tão forte quando vi esse portão que, por alguns segundos, passou pela minha mente a Madrid medieval. Imaginei carroças e carroças passando pelos arcos e as vestimentas daquela época. Uma sensação de saudosismo invadiu meu corpo.


9. Parque del Retiro

Depois dos devaneios anteriores, o cansaço bateu e nada melhor que descansar no Parque del Retiro, que estava bem ali na frente. Tomei uma cervejinha em um dos quiosques restaurantes que tem por lá. Afinal, caminhar sob o sol com o termômetro marcando 41º, merecia um descanso à sombra.

O parque foi a área de lazer do Palacio do Bom Retiro durante algumas décadas e os jardins foram feitos 1630 e 1640. Várias alterações foram feitas ao longo dos anos e após a revolução de 1868, os jardins passaram a fazer parte do município e foram abertos à população.

Alguns pontos interessantes para visitar no parque: as fontes das Galápagos, da Alcachofra e do Anjo Caído; Palacio de Cristal e o Palacio de Velázquez; e o Paseo de la Argentina (Paseo de las Estatuas), que é uma alameda que tem várias estátuas dedicadas aos monarcas espanhóis.


10. Puerta de Atocha e Museo Reina Sofía

Saindo do Parque del Retiro pela rua Paseo Uruguay, cheguei na Puerta de Atocha, outro portão que dava acesso à vila madrilenha.

A Puerta de Atocha, que atualmente de portão não tem nada, é onde fica a maior estação de trens, ônibus e metrô da cidade. Em frente, fica o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofía, que é um dos museus mais importantes de arte moderna da Espanha. Confira a programação e preços aqui!


11. Museo del Prado e Museo Thyssen-Bornemisza

Continuei a caminhada pela rua Paseo del Prado e cheguei no Museo del Prado e um pouco mais adiante no Museo Thyssen-Bornemisza.

O Museo del Prado é um dos museus mais importantes da Espanha e do mundo, pois abriga preciosas obras de arte (confira a programação e preços aqui!). Já o Museo Thyssen Bornemisza é um museu que abriga a coleção da famosa família alemã Thyssen-Bornemisza, umas das principais financiadoras da ascensão de Hitler.

Não entrei em nenhum dos dois e anotei no caderninho para visitar no dia seguinte.


12. As ruas madrilenhas e suas belezas

Depois de caminhar com um roteiro pré-definido, decidi “bater perna” por minha conta. Entrei nas ruelas de Madrid sem destino e me surpreendi mais ainda com a cidade. Senti-me em casa! Parecia que conhecia cada lugar como se já o tivesse visto. Talvez em sonho, vai saber!

Recomendo que faça isso: perca-se pelas ruas de Madrid e contemple as belezas que só aquela cidade tem.


Talvez você também goste de: