Colônia (Cologne, em inglês; Köln, em alemão) é a quarta maior cidade do oeste alemão (depois de Berlin, Hamburgo e Munique) e fica bem pertinho da Holanda. É a cidade alemã mais brasileira de todas por causa da quantidade de brasileiros que moram lá – ela foi a cidade-sede do Brasil durante a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha – e porque tem o maior Carnaval do país.

Estive por lá na primavera de 2015, quando fiz um pit-stop de 1 dia na cidade, partindo de Amsterdam rumo à Berlin. Foi a primeira cidade alemã que pisei e tinha dois objetivos: conhecer o EL-DE (onde ficava a antiga Gestapo – polícia nazista) e onde surgiu o famoso perfume Água de Colônia. Mas descobri uma cidade multi-cultural, com dezenas de museus, centenas de igrejas e que vale a pena ser visitada. Além de conhecer um pouco melhor sobre a história dos Três Reis Magos.

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História de Colônia

A história de Colônia começou a aparecer nos livros durante o século I a.C., quando o exército romano tomou a cidade que antes era habitada pela tribo Úbios. O Império Romano estabeleceu sua base militar nas margens do Rio Reno (Rhein, em alemão) e a cidade recebeu o nome de Colônia Agripina. Ainda no mesmo século, foi construído o maior aqueduto do Império Romano, o Aqueduto Eifel, e a cidade passou a ser capital da Germania Inferior.

Na Idade Média, Colônia se tornou a principal rota de comércio entre o oeste e o leste da Europa e sofreu forte influência da igreja católica, convertendo vários bárbaros em católicos e na construção de centenas de igrejas pela cidade. Nessa época, o Imperador Frederico Barba-roxa invadiu Milão e roubou as relíquias dos Reis Magos e as guardou na Catedral de Colônia.

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Durante o Renascimento, a cidade passou a ser a maior do norte dos Alpes e as ideias humanistas e comunistas ganharam espaço em território alemão.

O Terceiro Reich

O início do Terceiro Reich, os alemães nazistas tiveram dificuldades de ocupar Colônia por causa da forte influência comunista e católica da cidade, mas logo depois tomaram a cidade e muitos judeus e comunistas foram mortos nas sedes da Gestapo.

No dia 30 de maio de 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, Colônia foi alvo dos 1000 primeiros bombardeios aéreos pelas forças aliadas e 90% cidade foi destruído. No pós-guerra, Colônia se beneficiou com a localização privilegiada de estar perto de dois centro políticos da República Federal da Alemanha, Bonn (a capital da antiga Alemanha Ocidental) e Düsseldorf (a capital política), e a cidade foi quase que completamente reconstruída. (Veja o roteiro completo dos lugares para visitar  na Europa que estão relacionados com a Segunda Guerra, clique aqui!)

A arquitetura da cidade tem grandes influências góticas e renascentistas.


Informações importantes sobre Colônia

Idioma oficial – alemão, mas o inglês é falado pela maioria dos moradores.

Moeda local – euro.

Fuso horário – 4 horas a mais do horário de Brasília e 5 horas a mais no horário de verão local (UTC +1).

Código da área – 02 21.

Religião predominante – cristianismo.

Embaixada Brasileira – fica em Berlin. Endereço: Wallstrasse 57, 10179 – Berlim | (0)30-7262 80

Vistos – brasileiros não precisam de vistos para entrar na Holanda por causa do Tratado de Schengen, mas só pode permanecer no país por até 90 dias e o retorno deve ser após 180 dias.


Como chegar em Colônia

Trem – a cidade é conectada por ferrovias com o restante da Europa. Qualquer empresa dos países vizinhos faz o trajeto até Colônia. Você pode ver as passagens pela cia alemã DB-Bahn ou pelo RailEurope e pesquisar os valores. A cidade tem duas estações, a Koeln Deutz e a Koeln hbf  – fica ao lado da Kolner Dom (catedral). Veja dicas de como pesquisar passagem aqui.

Carro – as estradas são excelentes. Mas, como o transporte ferroviário é excelente, ir de carro não é a melhor opção.

Avião – o desembarque de avião é no Köln-Bonn Airport, se não me engano, não há vôos internacionais. Se já estiver na Europa, procure empresas low cost que tem promoções imperdíveis! Para ir do aeroporto até o centro de Colônia, é só ir para a estação Köln-Bonn Flughafen – no aeroporto mesmo –  e descer na Köln-hbf. O trajeto demora 15 minutos. Veja dicas de como pesquisar passagem aqui.


Quando ir à Colônia

No outono, mais especificamente no dia 11 de novembro às 11h11, começa oficialmente o Carnaval da cidade. Dura até a quarta-feira de cinzas, quando eles queimam um boneco de palha (Nubel), que é o “responsável” por todos os pecados que foram cometidos no Carnaval. Nesta época, não se assuste com as pessoas fantasiadas na rua em pleno horário de rush, pois todo mundo entra no clima carnavalesco e se fantasia até para ir para o trabalho.

O inverno europeu começa em dezembro e termina em março. É a época mais fria, escurece cedo e chove bastante. Se você for para Colônia nessa época, vai poder visitar as maravilhosas feiras natalinas, sendo as principais a de Neumarkt e a de Dom.

Na primavera, apesar de ainda estar frio, o clima é agradável e dá para aproveitar melhor o dia caminhando pela cidade e sentar à beira do Rio Reno para admirar a paisagem ou fazer um piquenique nos gramados. As calçadas são tomadas pelas mesas dos bares e restaurantes e a cidade começa a viver mais ao ar livre.

No verão, o clima é mais quente e a noite custa a chegar. Os piqueniques (regados à cerveja, claro!) se intensificam na cidade e a quantidade de turistas aumenta.


Onde ficar em Colônia

Como eu dormi na estação – não por vontade própria, confira aqui o que aconteceu! – não sei falar muito sobre a hospedagem na cidade. Mas vi que tem vários hotéis (incluindo o Ibis e o Hilton) e alguns albergues na praça da estação Koeln-hbf, perto da catedral da cidade (Kolner Dom).

Os preços pareciam ser bons, mas não tinham para o período que eu precisava: das 21h às 4h da manhã – confira aqui o que aconteceu comigo!

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O que comer em Colônia

A culinária alemã é bem típica! E como eu tenho a alma “gordinha” e adoro experimentar a comida local, separei alguns pratos que você não pode deixar de experimentar quando passar pelo país. Ao lado de cada um, conto onde experimentei e o que eu achei deles.

Comida típica

  1. Schnitzel – o famoso bife à milanesa alemão. É feito com carne de porco (bem parecido com uma bisteca de porco, só que fina) envolto na farinha. Em Colônia, experimentei na Fischmarkt, num dos restaurantes que ficam à margem do Rio reno. Veio acompanhado de batata frita e salada. Comprei a cerveja Kölsch para acompanhar. Eu adorei, mas aí fui comer o de Viena e gostei mais do de lá (que os alemães não me escutem!). colônia, köln, alemanha, o que fazer, kölner dom
  2. Schweinshaxe ou Eisbein – joelho de porco. A diferença entre eles é que o schweinshaxe é quando o joelho de porco é defumado. Eu não comi ele em Colônia, deixei para comer em Munique. Mas tem dele na mesma região que comi o schnitzel.
  3. Currywurst ou Bratwurst – são as linguiças de porco com molho de curry e ketchup. Tem em vários barzinhos e quiosques. Mas se, se for possível, deixe para experimentar em Berlin.
  4. Pretzel – é um pão tradicional alemão. Tem em qualquer lugar: restaurante, padaria, no meio da rua. Em Colônia, comi na estação de trem no café da manhã.
  5. Tortas alemãs – são mega conhecidas e bem variadas. Não sou muito fã de doce, então não experimentei em Colônia, mas vi várias confeitarias espalhadas pela cidade. Deixei para experimentar em Dresden.
  6. Kölsch – cerveja típica de Colônia. Tomei uma durante o almoço e quando tentei me distrair com o lance do trem cancelado (leia aqui!). Sobre o gosto: depois que você toma cervejas alemãs, polonesas e tchecas, as cervejas brasileiras são horrorosas. A Kölsch é mais suave e de baixo amargor, comparada à outras cervejas alemãs. Como eu gosto de cerveja, eu gostei bastante dela.

Como se locomover em Colônia

Colônia conta com um transporte público excelente e tem várias estações de metrô (U-Bahn) e duas de trens (S-Bahn – Koeln hbf e Koeln Deutz). Confira aqui no site oficial os horários dos meios de transporte. Mas as principais atrações da cidade ficam na cidade velha e podem ser visitadas a pé.

Eu fiz tudo a pé e consegui conhecer o que eu queria em apenas 1 dia. Confira meu roteiro aqui!


O que fazer em Colônia

Colônia tem muita coisa para fazer! Se você for igual a mim e optar por passar apenas um dia na cidade, é melhor se organizar e ter um roteiro bem encaixado para conseguir ver tudo.

Lugares para visitar: Kölner Dom (Catedral de Colônia), Hohenzollerbrücke (Ponte), Römisch-Germanisches Museum (Museu Romano-Germânico), Ludwig Museum, Schokolade Museum (Museu do chocolate – Lindt), EL-DE (Centro de documentação nazista), 4711 (loja e museu da Água de Colônia), Römisches Prätorium (Zona Arqueológica dos Romanos), Rathaus (Prefeitura), Alter Markt, Gross Sankt Martin (Igreja de São Martinho), Fishmarket, Heumarkt e Köln Triangle.

Neste outro post (Colônia, Alemanha: o que fazer na cidade – roteiro de 1 dia), escrevi as informações todos os lugares para visitar na cidade e deixei o roteiro que fiz por lá, clique aqui para ler!


Vida noturna de Colônia

Minha intenção não era passar a noite em Colônia para curtir. Era pra eu pegar o trem para Berlin às 22h00, mas ele foi cancelado. Isso mesmo! Meu trem foi can-ce-la-do na Alemanha porque os ferroviários estavam em greve. Veja como foi essa experiência aqui!

Fui obrigada a ficar na cidade até às 4h da madrugada. Aí aproveitei para conhecer um pouco a vida noturna da metrópoles da festa. Só que não durou muito porque eu realmente estava chateada com o cancelamento do trem e fiquei a maior parte do tempo tentando resolver o que eu iria fazer: reservar um hotel ou dormir na estação.

Colônia é agitada qualquer hora do dia, principalmente nas redondezas da Kölner Dom (catedral). Tanto pelos turistas como pelos moradores. O burburinho começa nas escadarias da lateral da catedral, onde o pessoal se reúne para tomar cerveja e fumar (sim, vi vários adolescentes fumando – de tudo!). Fiquei um tempo observando a rapaziada, mas logo fui abordada por um ser estranho (leia aqui!) e saí de lá.

Os turistas costumam ficar na Altstadt (cidade antiga). Já os locais, costumam frequentar  o Kölner Ringe, que é um anel que circula a cidade velha – da praça Barbarossaplatz até a praça Chirstophstraße e também na rua Kyffhäuser Straße – onde tem vários bares, clubes e restaurantes.


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